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Perante a previsão de temperaturas muito elevadas em Portugal continental, o Governo ativou medidas de resposta ao calor, no âmbito do Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde 2026-2027.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período de tempo quente e seco, com máximas elevadas em várias regiões do país e noites tropicais em alguns pontos do território. Este cenário levou à emissão de avisos meteorológicos devido à persistência de valores muito altos de temperatura.
Elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, o Plano define uma resposta articulada a riscos sazonais, incluindo temperaturas extremas, agravamento de doenças crónicas e maior procura de cuidados de saúde.
Entre as medidas previstas estão o reforço da capacidade dos serviços de saúde, a reorganização da resposta assistencial sempre que necessário, a ativação de locais de abrigo temporário e a articulação com autarquias, Proteção Civil, setor social e outras entidades de proximidade.
Atenção aos mais vulneráveis
A DGS identifica como grupos de maior risco as pessoas com mais de 65 anos, crianças pequenas, grávidas, pessoas com doenças crónicas, deficiência, dependência, mobilidade reduzida ou acamadas, bem como quem vive sozinho, em situação de sem-abrigo, em contexto institucional ou exposto ao calor por motivos profissionais.
Nestes casos, os cuidados devem ser reforçados. Para reduzir os riscos associados às temperaturas elevadas, recomenda-se:
- Beber água ao longo do dia, mesmo sem sede;
- Evitar a exposição solar nas horas de maior calor;
- Permanecer em locais frescos ou climatizados sempre que possível;
- Usar roupa leve, larga e de cor clara;
- Reduzir o esforço físico, sobretudo no exterior;
- Optar por refeições ligeiras e evitar bebidas alcoólicas;
- Manter persianas ou cortinas fechadas durante o dia e arejar a casa nas horas de menor temperatura;
- Acompanhar familiares, vizinhos e pessoas isoladas, sobretudo quando pertencem a grupos mais vulneráveis.
Perante sinais de agravamento do estado de saúde, deve ser contactada a Linha SNS 24 antes da deslocação aos serviços de urgência.
Municípios com papel essencial
A DGS recomenda que os municípios considerem incluir ações específicas para temperaturas extremas nos Planos Municipais de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), em alinhamento com o Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde.
Esta orientação valoriza o papel das autarquias, juntas de freguesia, instituições sociais e entidades locais na identificação e acompanhamento das pessoas mais expostas ao risco.
Entre as respostas possíveis, a DGS destaca:
- Sinalização de pessoas em situação de maior vulnerabilidade;
- Realização de contactos preventivos;
- Promoção de visitas domiciliárias, sempre que possível;
- Abertura de zonas de arrefecimento;
- Disponibilização de água potável;
- Prolongamento de horários de equipamentos climatizados de proximidade;
- Criação de áreas de sombra em espaços públicos.
Risco de incêndio exige cuidados adicionais
O tempo quente e seco aumenta também o perigo de incêndio rural. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apela à adoção de comportamentos responsáveis, recordando que, em dias de perigo muito elevado ou máximo, estão proibidas várias atividades com recurso a fogo ou equipamentos que possam gerar faíscas.
A proteção das pessoas, das comunidades e do território depende da prevenção. Em dias de calor intenso, cada gesto conta.
Este conteúdo integra a rubrica "Tiramos o risco ao risco: ação social em movimento", dedicada à partilha de informação útil para prevenir situações de risco e promover comportamentos mais seguros.
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