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Misericórdia do Porto defende debate participado sobre o futuro da UMP
⌚ 08.07.2026

António Tavares, Provedor da Misericórdia do Porto e Presidente do Conselho Fiscal da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), assina um artigo de opinião na edição de julho/agosto de 2026 da Voz das Misericórdias, no qual reflete sobre os desafios atuais e futuros do setor.

No texto, publicado na sequência do 15.º Congresso Nacional da UMP, António Tavares considera que o encontro revelou a afirmação de um novo paradigma na concretização da missão das Misericórdias no século XXI. Entre os temas em reflexão estiveram o envelhecimento, o impacto da saúde mental na vida dos portugueses, o desenvolvimento da inteligência artificial, a defesa do património artístico e cultural, a sustentabilidade das instituições e a internacionalização da rede de solidariedade.


Entre a sustentabilidade e a sucessão

O Provedor da Misericórdia do Porto sublinha ainda que as preocupações do setor foram acompanhadas pelo Presidente da República e por membros do Governo, destacando também o contributo de especialistas que confirmaram a relevância das questões ligadas à sustentabilidade das Misericórdias.

"Deverá ser um debate participado, de baixo para cima, e que, perante o país, se reflita na forma de um processo digno."

No artigo, António Tavares identifica duas preocupações principais deixadas pelo congresso. A primeira prende-se com a necessidade de dar uma nova dinâmica à Confederação Internacional das Misericórdias (CIM), acolhendo o desafio lançado por Antonio Brito, Presidente da Frente Parlamentar de apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas. A segunda, mais sensível, diz respeito ao processo de sucessão de Manuel de Lemos na liderança da UMP, num ano em que se celebram os 50 anos da União e se assiste à implementação da futura fundação.

Para António Tavares, este debate não deve decorrer apenas nos bastidores, nem ser conduzido de forma precipitada. Enquanto Provedor da Misericórdia do Porto, afirma que participará ativamente nessa reflexão, defendendo um processo aberto, responsável e à altura da história do movimento das Misericórdias.


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